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Estiagem pode comprometer safra de inverno do Paraná

A grave estiagem do estado pode comprometer e muito a safra de inverno do Paraná.

De acordo com a Agência de Notícias do Estado, um estudo detalhado sobre o que acontece em relação às chuvas aumenta ainda mais a preocupação dos produtores.De acordo com Dirlei Antonio Manfio, técnico do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, autor do estudo, o impacto que esta estiagem vem provocando nos últimos dias é na semeadura dos cereais de inverno.

“Alguns produtores realizaram o plantio no pó, com a expectativa de que iria chover na sequência, e outros estão aguardando um volume de chuva considerável para poder realizar o plantio”.Mesmo com a estiagem se prolongando desde junho do ano passado, produtores do Paraná conseguiram garantir boa colheita dos principais grãos da primeira safra, sobretudo soja, milho e feijão.

“Um dos fatores que justifica os bons resultados na produção foi que, mesmo com volumes inferiores de chuva, elas vieram no momento certo, garantindo a fertilidade da planta”, destacou Manfio.

Conforme o histórico da Simepar, que possui 54 estações digitais no Paraná, com atualização a cada 15 minutos, enquanto o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem outras 27 estações, atualizadas a cada hora, a redução no volume de chuvas acentuou-se nos últimos meses e, consequentemente, prejudicaram a segunda safra de milho e feijão.

Além disso, as projeções são de dificuldades na semeadura de inverno e na cadeia da pecuária.Em janeiro deste ano, na maior parte das regiões paranaenses o volume de chuvas ficou próximo da média dos últimos dez anos.

“Nas seis principais regiões produtoras, o volume médio ficou de 127 milímetros a 171 milímetros, o que ainda é aceitável”, destacou o técnico. Dessa maneira, com o volume de chuva do primeiro trimestre foi possível alimentar as plantas da primeira safra que estavam em floração e frutificação, bem como a germinação e desenvolvimento das culturas da segunda safra plantadas. No mês seguinte, a estiagem começou a ganhar força em todas as regiões, à exceção do litoral.

Os volumes médios caíram para intervalo de 83 mm a 154 mm, com acentuação no oeste paranaense, onde se reduziram de 167 mm para 83 mm. Maiores dificuldades surgiram entre março e abril As maiores dificuldades começaram a ser observadas em março e abril.

À falta de chuva somaram-se as temperaturas acima da média. “Além da falta de umidade no solo para o bom desenvolvimento das culturas, começa a faltar água para o consumo humano e animal em várias localidades do Estado”, constatou o técnico. Na média, o menor volume por região foi de 33 milímetros e o maior, de 52 mm. O estudo de Manfio foi desenvolvido até 15 de maio.

“Na primeira quinzena o volume de chuva foi praticamente inexistente em todas as regiões, com exceção do sudoeste, com média de 84 milímetros, mas muito abaixo da média histórica”, disse.

Segundo o técnico, há regiões onde a situação é mais dramática, como o norte, com média de apenas sete milímetros de chuva. “O maior agravo neste episódio recente é a sequência de meses com volumes abaixo da média, que começou em junho de 2019, comprometendo mais ainda o déficit hídrico de toda cadeia produtiva”, concluiu.

Fonte RIC MAIS.

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